Por falta de diálogo em relação a Projeto da Previdência, Maria vota contra PEC

“É lamentável que os trabalhadores tenham que pagar a conta dos desmontes praticados pelos governos que saquearam as contas da previdência e hoje estão sendo humilhados, tendo direitos retirados. Quero deixar registrado o meu protesto e repúdio”. O desabafo é da deputada Maria Mendonça (PSDB) após ter rejeitada três emendas ao Projeto de Lei Complementar da Reforma da Previdência, que beneficiavam professores.


Uma das emendas referia-se a aposentadoria especial, também, para diretores, coordenadores e assessores técnicos pedagógicos, em consonância com o que prevê a Lei de Diretrizes de Base (LDB). “A LDB mostra claramente que esses profissionais, mesmo não tendo regência de classe, têm esse direito, pois são professores que estão administrando e cuidando da boa condução das escolas”, defendeu Maria, ao ter a concordância do deputado Iran Barbosa. “O que a deputada quer é apenas que o Governo do Estado reconheça esse equívoco e o sane, pois esse é um erro grave”, disse o parlamentar. “As emendas que apresentei foram para tentar o entendimento com os colegas e prejudicar menos os professores”, afirmou Maria, ao lamentar a rejeição.


Com isso, Maria decidiu votar contra a PEC da Previdência, aprovada hoje à tarde, em último turno, pela maioria dos parlamentares. “A PEC chegou a esta Casa, de última hora, sem que o Governo conversasse com os trabalhadores. Sugerimos abertura de diálogo para suavizar os danos que seriam provocados. Naquele momento, conseguimos apresentar e aprovar quatro emendas, devidamente consensuadas entre o Legislativo e o Executivo. No entanto, o PLC (Projeto de Lei Complementar) que trata da Previdência que nos fora enviado destrói completamente a carreira do servidor público”, falou Maria, ao anunciar a sua posição contrária.


Ela explicou que votou favorável a PEC, em primeiro turno, na expectativa de que o diálogo pudesse continuar em relação ao PLC, mas diante do não acolhimento das suas três emendas, não há como manter o voto favorável, considerando que, no seu entender, a propositura “penaliza de morte o funcionalismo, especialmente, pensionistas e aposentados que deveriam ter condições de ter acesso a uma boa alimentação e ações para garantir uma velhice saudável, acabam sendo ainda mais prejudicados”.


“Se não há diálogo para que possamos melhorar o texto original e minimizar o impacto do dano causado, voto contra”, ratificou Maria Mendonça, lembrando que ao longo da sua carreira política nunca rejeitou matéria por rejeitar, sempre optando pela abertura da conversa. “Quando não há essa possibilidade, infelizmente, fica difícil votar para prejudicar mais o trabalhador que já vem sendo penalizado há anos, tendo os seus direitos vilipendiados”.



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