PL torna obrigatório exame para identificar possível Atrofia Muscular Espinhal

Tramita na Assembleia Legislativa, Projeto de Lei de autoria da deputada estadual Maria Mendonça (PSDB) que torna obrigatória a realização de exames para a detecção de Atrofia Muscular Espinhal (Ame) no processo de triagem pré-natal. O serviço deve ser ofertado pelas redes pública e privada do Estado de Sergipe, com o objetivo de identificar a doença, considerada a maior causa genética de mortalidade infantil.


Segundo estudos, é uma anomalia rara com incidência de um casa pra cada 10 mil nascimentos vivos. Especialistas revelam que a atrofia muscular espinhal é classificada em tipos que variam de zero a quatro. Os casos mais graves são o zero e I que acometem os pacientes, logo nos primeiros meses de vida, de problemas motores e respiratórios.

Cerca de 60% desenvolvem o tipo I e apresentam perda rápida e irreversível dos neurônios motores. O nível quatro da doença se apresenta por volta dos 30, 40 anos de idade, gerando comprometimento dos músculos.


 

“É uma doença rara que causa a morte de neurônios motores devido à redução nos níveis de uma proteína chamada SMN, necessária para à sua sobrevivência”, disse Maria, observando que o diagnóstico é feito por médico com base no protocolo da doença publicado pelo Ministério da Saúde, em outubro do ano passado. 


 

A deputada lembrou que a Universidade de São Paulo oferece diagnóstico durante a pré-natal para casais que já tiveram filho com a doença, uma vez que em até 25 por cento do casos há chance de em gestação futuras, outro filho nascer com a doença.   


 



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