Para Maria Mendonça, reforma tributária deve garantir justiça social

A deputada estadual Maria Mendonça (PSDB) considera que a reforma tributária é uma ferramenta que pode mudar a realidade e salvar o Brasil desse processo de desigualdade social que se alarga cada vez mais.

Em aparte ao pronunciamento do colega, deputado Zezinho Guimarães (MDB), na tarde desta segunda-feira, Maria comungou com a ideia de que é preciso se pensar a redistribuição de renda e maior taxação sobre patrimônio e riqueza para minimizar o problema. “Estudo do Banco Mundial revela que o Brasil está entre os dez países com pior distribuição de renda do mundo”, disse.  

Para ela, enquanto a taxação sobre riqueza foi inferior à aplicada ao salário e consumo, os contribuintes menos favorecidos economicamente continuarão sendo penalizados. “Vivemos num país onde menos se tributa patrimônio, o que penaliza de morte a população com menor poder aquisitivo”, afirmou.  

No entender da parlamentar, a reforma tributária deve garantir justiça fiscal, mas, sobretudo, justiça social, fazendo valer o que preceitua a Constituição Federal de que os impostos devem ser aplicados de acordo com a capacidade econômica do contribuinte.


Do contrário, entende a deputada, a desigualdade continuará gerando uma série de outras consequências, como o aumento da violência e da drogadição. “Isso resulta em problemas que impactam, sobremaneira, na nossa sociedade. É menos condição de vida digna, menos educação, menos capacitação profissional e tantas outras questões que estão sempre reverberando no nosso dia a dia”, afirmou Maria, ao falar que, naquele exato momento em que Zezinho falava, uma mulher estava sendo agredida dentro de um hospital-maternidade, em Aracaju pelo ex-companheiro.


DE OLHO NO INSTAGRAM