“O presidente precisa ter equilíbrio”, diz Maria sobre agressão de Bolsonaro a Paulo Freire

“Não podemos aceitar o ataque a um homem que transformou a educação do país a partir das suas ideias e iniciativas. O presidente (Jair Bolsonaro) precisa ter equilíbrio. Essa fala é de uma agressividade estúpida e não podemos acatar isso como algo normal. Os educadores e a educação brasileira têm a nossa solidariedade, e o presidente tem o meu repúdio por tamanho desrespeito e desequilíbrio”.

O desabafo é da professora e deputada Maria Mendonça (PSDB), referindo-se à declaração do presidente que adjetivou de “energúmeno, o educador Paulo Freire (1921-1997), influenciador do movimento da chamada educação crítica e considerado um dos mais notáveis pensadores da pedagogia mundial.


Para ela, é preciso respeitar a história de quem transformou a educação do Brasil e entusiasmou o mundo com o seu estilo. De acordo com a deputada, é intolerável aceitar que o representante de uma Nação não preste atenção no que leva à opinião pública e agrida os brasileiros, especialmente, os educadores e intelectuais que reconhecem em Paulo Freire, uma figura que se notabilizou, sobretudo, pelo seu trabalho na educação popular, não só voltada para a formação profissional, mas, também, para a consciência política dos cidadãos.


Ao revelar a sua indignação, Maria ressaltou que em resposta ao “destempero” do presidente, o Senado aprovou hoje (17) uma homenagem ao educador, prevista para o próximo dia 4 de maio. “Como bem disse o autor do Requerimento, o senador Weverton, “homenagear Paulo Freire é reconhecer a própria história do Brasil”, resumiu a deputada.


 



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