Maria Mendonça apela para que Sergipe volte a realizar transplantes de rim

Ao exibir um vídeo de uma reportagem do Fantástico (Rede Globo), que foi ao ar no último domingo, sobre a história de dois casais que passaram pelo transplante pareado de órgãos, a deputada estadual Maria Mendonça (PSDB) apelou ao Governo que adote todas as medidas para que o Estado volte a realizar transplantes de rim. “Estou sempre trazendo o tema à esta Casa, pois conheço bem a luta dos portadores de doenças renais", disse, lembrando que Sergipe já foi referência em transplantes de rins há muitos anos.

Para ela, faz-se necessário acelerar a retomada desse serviço para minimizar a dor dos que precisam estar numa máquina fazendo hemodiálise para continuar sobrevivendo. “É um sofrimento imposto a esses pacientes e, também, aos seus familiares”, afirmou Mendonça. Ela lembrou do Centro de Nefrologia de Itabaiana, que há algum tempo enfrenta dificuldades para se manter porque a aquisição de insumos ficou impraticável em virtude da alta do dólar e da defasagem da tabela SUS. “Temos apelado para que todos os segmentos (Governo e Prefeituras) se unam para ajudar a manter o Centro aberto de modo a garantir o atendimento dos itabaianenses e de toda a região circunvizinha”.  

Em sua fala na tribuna da Assembleia Legislativa, Maria pediu que o Governo envide esforços para acelerar os processos dos transplantes e aproveitou para solicitar à Secretaria de Estado da Saúde que dê mais atenção à fila de espera para a realização das hemodiálises em Sergipe. “Nós temos uma paciente que passou quatro meses internada em um hospital, precisando de uma vaga para fazer hemodiálise e, infelizmente, só depois de muita luta, conseguiu. Então, essa situação também precisa ser vista para que essa espera dolorosa não mais exista”, ponderou.

Transplante pareado

O transplante pareado é um projeto inédito no Brasil que consiste na troca de doadores, simultaneamente, quando há incompatibilidade entre os familiares. O modelo, já implementado em dois casais, promete acelerar a fila de espera por um transplante de órgãos. “Nesses transplantes pareados todos ficam felizes: quem recebe, quem doa...! É um procedimento muito importante e como já foi testado e deu certo, vamos ver se o nosso Estado absorve essa ideia e trabalha no sentido de reduzir a fila de espera pelo transplante de rim aqui em Sergipe”, falou Maria Mendonça.

A reportagem do Fantástico apresentou a história de dois casais que foram submetidos a transplantes, em salas diferentes e de forma simultânea. Na matéria, o diretor do Serviço de Transplante Renal do Hospital das Clínicas, de São Paulo, Luiz Augusto Carneiro D’Albuquerque, revelou que já existem cerca de 18 pares dispostos a participar da pesquisa. Ele estima que, se for regulamentado, o procedimento pode reduzir em até 10% a fila de espera por um rim, no Brasil. “Isso é maravilhoso e muito animador. Precisamos andar nessa perspectiva de minimizar o sofrimento de homens e mulheres que vivem a angustiante espera por um órgão”, finalizou Maria.  



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