Maria alerta para a necessidade de preservação dos recursos hídricos

Até o ano de 2050, 40% da população mundial estará vivendo em áreas com pouco acesso a água. Os estudos mostram, também, que, pelo menos, uma em cada quatro pessoas em todo o mundo, o equivalente a 1,8 bilhão, bebe água contaminada por coliformes fecais. Os dados são do Progress on Sanitation and Water” 2015 – OMS/ UNICEF e Atlas on Children’s Health and the Environment– 2017 WHO, respectivamente, divulgados pelo Instituto Trata Brasil.

“São informações que nos fazem refletir sobre a preciosidade da água e o quão prejudicial é a sua falta ou o seu uso sem o devido tratamento”, disse a deputada estadual Maria Mendonça (PSDB), ao destacar que no Dia Mundial da Água, celebrado nesta segunda-feira, há muito a ser discutido sobre a necessidade de preservar esse bem finito e tão precioso para a sobrevivência das pessoas, assim como da fauna e da flora.

Maria destacou que a falta de água ou a inexistência do tratamento adequado para consumo humano, tem impacto direto na mortalidade infantil. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), por ano, mais de 297 mil crianças com menos de cinco anos morrem de doenças diarreicas agudas em virtude da falta de saneamento básico, higiene precária ou por beberem água sem tratamento. “É muito duro acompanharmos essa realidade em pleno século XXI. Mantermos o ambiente equilibrado, preservando os recursos hídricos é a forma de nos mantermos vivos de forma saudável”, disse Maria.

Ela ressaltou que o Brasil é o país que possui a maior extensão de rede fluvial do mundo, igualmente, apresenta o maior potencial de geração de energia por meio dos recursos hídricos. Contudo, alguns dos principais rios do país sofrem com a poluição. É o caso, por exemplo, do Rio Poxim, que passa por Aracaju, Areia Branca, Laranjeiras, Itaporanga, Nossa Senhora do Socorro e São Cristóvão. “Há cerca de cinco anos, um estudo desenvolvido pela Universidade Federal de Sergipe apontou que em um trecho do Poxim, em Aracaju, existem pontos com uma toxicidade aguda.

Outro problema que envolve a água na região nordeste e em Sergipe é a questão da seca. De acordo com o Boletim de Monitoramento de Secas e Impactos no Brasil, em janeiro deste ano, mais de 90% dos municípios sergipanos se encontravam em estado de seca severa, moderada ou fraca. “Hoje, é mais que preciso criar estratégias para diminuir o impacto da seca no nosso Estado e implementar políticas públicas que ajudem as populações atingidas a superarem essa crise.”, defendeu a deputada.



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