“Educação é prioridade apenas no discurso dos governantes”, diz Maria Mendonça

“Infelizmente, sabemos que a defesa da educação está só no discurso dos governantes, não é prioridade! Tanto que programas tão imprescindíveis para a comunidade acadêmica e, também, para o nosso Estado estão ameaçados de sofrer descontinuidade em virtude do corte de verbas promovido pelo Governo Federal”. A fala, em tom de desabafo, é da deputada estadual Maria Mendonça (PSDB), durante audiência pública na manhã desta segunda-feira (11), promovida pelo deputado Iran Barbosa (PT) para discutir “a defesa do PIBID, RP e ISF e a importância da UFS para a Educação em Sergipe”.

Para a parlamentar, a discussão em torno do assunto é de extrema relevância para que se possa fazer encaminhamentos visando a não extinção de programas “importantes e imprescindíveis” para o de formação acadêmica, como a Iniciação à Docência (PIBID), o de Residência Pedagógica (RP) e o de Idioma Sem Fronteiras (ISF), que beneficiam alunos de escolas públicas.

Ela defendeu não só a manutenção, mas, também, a ampliação considerando que grande parte das unidades educacionais do Estado não são contempladas. Ela citou como exemplo o programa de Residência Pedagógica que alcança somente 44 unidades escolares. “É baixo, também, o número de escolas que são atendidas pelo Idioma Sem Fronteira”, disse Maria, que é professora por formação.

A deputada destacou a importância do elo entre a Universidade e as escolas de educação básica, observando que se os programas forem excluídos, “a educação pública, que é tida como prioridade, apenas, nos discursos dos governantes, será penalizada de morte. É preciso, de fato, que tenhamos essa clareza”.

Maria ressaltou que a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) deve abraçar a causa, uma vez que os programas são fundamentais para a formação e capacitação de toda a cadeia educacional. “Seria bom que quem estivesse à frente da Capes tivesse essa visão da importância da manutenção e ampliação desses programas”, disse ao defender que fossem feitas Moção de Apelo ao Ministério da Educação, bem como aos representantes da bancada federal sergipana para que pudessem intervir.  



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