Maria Mendonça participa de homenagem à Maria Thetis Nunes

Na noite da última terça-feira, 14, como de costume, foi realizado na Praça Chiara Lubich, em Itabaiana, uma noite cultural com apresentação de artistas da terra. A Deputada Estadual Maria Mendonça participou da inauguração da estatua de Maria Thetis Nunes, escritora Itabaianense.

"Uma justa homenagem a Professora Thetis Nunes. Ela que foi uma mulher à frente do seu tempo, comprometida com uma sociedade mais justa, mulher de fibra, fraterna, solidária; uma grande intelectual de Sergipe e orgulho de Itabaiana. De parabéns os idealizadores", disse Maria relembrando a grandiosidade da obra da escritora que tanto amou Itabaiana.

A estátua foi um trabalho do escultor Zeus.

Durante a inauguração, o público presente na praça e nas ruas de Itabaiana foi surpreendido pelas acrobacias de dois pára-quedistas que iluminaram os céus com alguns fogos de artifício. Estiveram presentes os organizadores da II Bienal, o empresário Edson Passos que é o organizador das noites culturais do Chiara Lubich, o Prefeito Valmir de Francisquinho, dentre outros.

Sobre Thétis Nunes

Maria Thetis Nunes nasceu em Itabaiana - Estado de Sergipe, onde cursou a escola primária. O curso secundário fez no Atheneu Sergipense na Capital sergipana. Formou-se em Geografia e História na primeira turma da Faculdade de Filosofia da Universidade Federal da Bahia, e em Museologia no Museu Histórico Nacional, em ambas obtendo sempre a primeira colocação.

Ainda estudante universitária, defendendo a tese Os Árabes: sua influência na civilização ocidental, por concurso, em 1945 tornou-se professora catedrática do Atheneu Sergipense, sendo a primeira mulher a fazer parte de sua Congregação integrada pelos mais expressivos nomes da intelectualidade sergipana. Como mulher, também seria sua primeira diretora (1951/1954), destacando-se pelas reformas pedagógicas implantadas.

Professora fundadora da Faculdade Católica de Filosofia, em 1951, tornava-se a primeira mulher sergipana a ingressar no magistério superior.

Em 1956, como representante do Estado de Sergipe, cursou a primeira turma do Instituto Superior de Estudos Brasileiros (ISEB), apresentando no fim do curso o trabalho Sílvio Romero e Manoel Bomfim - pioneiros de uma ideologia nacional. Ali permaneceu quatro anos como assistente da cadeira de História, dedicando-se à Pesquisa da História da Educação no Brasil.
Em 1961 foi nomeada pelo Ministério das Relações Exteriores Diretora do Centro de Estudos Brasileiros na Argentina, onde permaneceu quatro anos, tendo lecionado nos cursos de pós-graduação da Universidade Nacional do Litoral.

Regressando a Sergipe, com a criação da Universidade Federal em 1968, tornou-se professora titular de História do Brasil, História Contemporânea e Cultura Brasileira. Na qualidade de decana da UFS, por duas vezes ocupou a Vice-Reitoria. Aposentada com 47 anos de magistério recebeu o título de Professora Emérita.

Foi membro do Conselho Estadual de Educação de 1970 a 1981, e do Conselho Estadual de Cultura de 1982 a 1994, sendo sua presidente por seis anos. Foi Presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe por 30 anos. Ocupa a cadeira número 39 da Academia Sergipana de Letras.

 

 


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