Maria Mendonça defende negociação para chegar a bom reajuste para professores

O polêmico Projeto de Lei Complementar nº 8, que trata do reajuste salarial dos professores, foi tema do pronuncimento feito pela deputada Maria Mendonça (PSB) na sessão desta quinta-feira, dia 28. Em seu discurso, a deputada disse que esse projeto tem causado uma situação de muito constrangimento para a categoria e todos os deputados, tendo em vista que estabelece o percentual de reajuste em 6,5%, o que para ela não é justo. "A categoria reivindica seu direito, porque o piso salarial do magistério é lei e como lei precisa ser respeitada com o percentual de 22,22%", declarou.

A deputada disse que os deputados estão tentando conduzir esse problema. Ela lembrou que o deputado Garibalde Mendonça (PMDB) sugeriu de forma lúcida uma reivindicação para que a Casa pudesse consensuar com as lideranças partidárias e com a formação da comissão abrir um canal de negociação com o governo. Maria Mendonça disse ainda que em seguida fez uma solicitação e indicação, uma vez que o líder do governo, deputado Francisco Gualberto, é a pessoa indicada para levar todos os encaminhamentos da Casa para uma negociação.

Segundo a deputada, o problema foi levado para a Comissão de Administração e Serviços Públicos, a qual ela preside, e o deputado Venâncio Fonseca (PP) fez uma solicitação de vistas ao projeto. Ela explicou que como o Projeto de Lei Complementar que trata do reajuste dos professores não estava com pedido de urgência, foi possível conceder o pedido do líder da oposição.

Como o prazo expiraria amanhã, a deputada fez um apelo ao deputado Venâncio Fonseca, para que, tendo em vista que a categoria está preocupada com sua situação e tem uma esperança a comissão suprapartidária sugerida pelo deputado Garibalde Mendonça possa trabalhar no mês de julho e as negociações avancem com o governo do Estado, ele, mesmo que já tenha analisado, só devolvesse o projeto com esse pedido de vistas no mês de agosto, uma vez que a última sessão legislativa da Assembleia foi hoje. "E assim nós possamos, sim, discutir, encaminhar e de fato valorizar a categoria do magistério", declarou.

Maria Mendonça destacou a luta feita ao longo de anos para conseguir sua carreira. Segundo ela, luta que comprometeu até a saúde da deputada Ana Lúcia (PT), numa greve de fome que ela fez. "Foi uma luta histórica para a conquista de uma carreira e a unicidade dela. E aí hoje a gente, muito triste e com muito pesar, vê que ela foi desmontada com o Projeto de Lei 213 e a categoria está muito preocupada", disse a deputada.

Em seu pronunciamento, a deputada pediu que o deputado Venâncio Fonseca aguardasse o encaminhamento dessa situação que não tendo outra solução vai se analisar de fato o que se vai fazer. No entanto ela ressaltou que esperava que prevalecesse o bom senso e o consenso entre os membros da comissão. Maria Mendonça ressaltou que sempre esteve junto com a categoria do magistério, sempre defendendo.

"Categoria que eu entrei em 1973, quando conclui o curso pedagógico e nesta Casa sempre assumi essa posição. Faço isso por ideologia e não por partidarismo. E aí coloco de que nós precisamos estar valorizando essa categoria, considerando ela e intermediando essa situação que é grave", afirmou. A deputada Maria Mendonça disse que todos sabem que o governo sempre coloca como dificuldade o fato de o Estado já estar no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Mas ela defendeu que é preciso as secretarias de Educação, Fazenda e Orçamento possam se reunir para rever essa questão para não penalizar essa categoria que é tão imprescindível para a sociedade.


Edjane Oliveira, Agência alese

 


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