Governo quer extinguir mais de 80 cargos do quadro efetivo do Estado

Promete gerar muita polêmica, o projeto de Plano de Cargos e Salários dos servidores públicos da administração direta, autárquica e fundacional.

A proposta que ainda não chegou às mãos de todos os deputados prevê a extinção de cerca de 80 cargos, a exemplo de auditor, merendeira, vigilantes, analistas de sistemas, arquivistas, motorista, auxiliar de serviços gerais, operador de artes gráficas, engenheiros (de alimento, manutenção e agrimessor), auxiliar de fisioterapia, instrumentador, auxiliar de serviços de saúde e de laboratório.

"É uma questão muito preocupante porque vão terceirizar grande parte das funções. Isso pode suscitar o aproveitamento de empresários que vão dá calote nos funcionários, como já tem ocorrido, atualmente", disse o líder da oposição, deputado Venâncio Fonseca (PP) que teve acesso a um esboço do projeto. "O PT que era contra a privatização, agora quer privatizar tudo. Quer entregar tudo para a iniciativa privada. Isso é lamentável e muito preocupante", completou. "Precisamos abrir a discussão", observou a deputada Ana Lúcia Menezes (PT), em rápida conversa, informal, com a imprensa.

Em outro projeto, o governo propõe a extinção de vários cargos efetivos do Departamento Estadual e Estradas e Rodagens (DER), sem que haja perspectiva da realização de concurso público que possa recompor esse quadro. "A Comissão de Constituição e Justiça reconheceu a sua constitucionalidade, mas como presidente da Comissão de Administração e Serviços Sociais, só pretendo colocá-lo em apreciação depois de ouvir a direção do Sindicato dos Trabalhadores sobre o assunto", adiantou a deputada Maria Mendonça (PSB), acrescentando que, também, quer conhecer o Plano de Cargos e Salários para saber onde serão inseridos as funções que serão extintas no DER.

"Não vamos aceitar votar esse projeto sem antes saber para onde vão esses cargos. Queremos ouvir o Sindicato e discutir com as categorias de trabalhadores", afirmou a parlamentar que já está se posicionando como independente no Parlamento. O projeto estava na pauta das Comissões, na terça-feira, mas foi retirado para uma análise mais aprofundada.

Com Informações do Blog de Kátia Santana


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