Assembleia Abre Espaço Cultural e presta homenagem especial a Luiz Antônio Barreto

"Arte a Rigor" é o tema da nova Mostra do Espaço Cultural da Assembleia Legislativa que foi aberta nessa terça-feira à noite. Com a "Casa cheia", o que se viu foi uma congregação de artistas sergipanos, com exposições e apresentações, tudo sob a organização da Curadora do evento, Ilma Fontes. A presidente da AL, deputada estadual Angélica Guimarães (PSC), fez a abertura oficial da programação, cumprimentando cada um dos artistas e prestando uma homenagem Luiz Antônio Barreto. O evento foi dedicado em memória ao intelectual sergipano que faleceu na semana passada. Também prestigiaram o evento as deputadas Maria Mendonça (PSB) e Ana Lúcia (PT).

"Nessa noite a Assembleia Legislativa presta uma homenagem justa pelo grande historiador e homem público que foi Luiz Antônio Barreto. Ele fez história nesse Estado e nesse País. Nós dedicamos esse Espaço Cultural da Assembleia Legislativa em sua memória por ele ter sido um ícone da cultura e das artes do nosso Estado. Estamos falando de um grande artista, de um grande cidadão, que ocupou vários cargos públicos, deixando sua marca e sua história, principalmente quando relatava as histórias de ilustres sergipanos como Silvio Romero, Tobias Barreto e outros. Por essa dedeicação, porque não prestar essa homenagem ao nosso saúdo Luiz Antônio Barreto?", questionou Angélica Guimarães.

Artistas - A noite festiva foi iniciada com uma apresentação de Gisane Monteiro, soprano, formada em Canto pela Universidade Federal da Bahia com atuação em óperas e concertos, como participação na Orquestra Sinfônica da UFBA. Ela estava acompanhada ao teclado do maestro Joel Magalhães. "Para mim é um prazer poder mostrar o trabalho dos cantores eruditos que, muitas vezes, acabam não tendo essa divulgação junto à sociedade. E participar junto com os artistas da terra é uma experiência maravilhosa. Uma iniciativa excelente da Assembleia Legislativa", destacou Gisane.

Quem também expôs sua arte foi a artista plástica Rosa Edna Ribeiro Carvalho (Ferreira pelo casamento), de Entre Rios (BA), que depois de algum tempo trabalhando como bancária, professora e administradora de empresas, resolveu trilhar pelos caminhos das artes plásticas. Faz pintura sobre telas, madeira, tecidos, peças de argila e já participou de várias exposições em Aracaju. Morando em Aracaju desde a década de 90, Rosa apaixonou-se, também, pelas belezas naturais sergipanas e as retrata em sua obra - com destaque para os manguezais.

"Aqui nós temos um público bastante seleto e a maneira de como se promove o nosso trabalho é um privilégio para um artista, em termos de apresentação e exposição. Eu agradeço muito a oportunidade que nos foi porporcionada e, através da arte, vamos prestar atenção para a nossa natureza. O ecossistema do manguezal é riquíssimo, é um produtor de seres vivos e evita o avanço das águas para a cidade. Temos que nos atentar e ter cuidado com a nossa natureza, pelo bem dos nossos filhos e netos", comentou Rosa Edna.
Outro destaque da noite festiva foi o lançamento do livro de poesias "A Casa das Ausências", de autoria de Ezio Déda. O autor atualmente ocupa a cátedra de Projeto de Arquitetura na UNIT e é diretor de Programas e Projetos do Instituto Banese. "Para mim é uma honra ter recebido um convite da Assembleia Legislativa e de Ilma Fontes, que é um referencial da cultura no nosso Estado". Ézio Déda foi o "comandante" da transformação do prédio da antiga Secretaria de Educação no Museu da Gente, obra de fôlego que destaca este profissional no cenário da arquitetura urbana da capital sergipana.

Outro trabalho que chamou bastante atenção foi a escultura de Silvio Ferreira, profissional da área de Radiologia que combina em suas peças o cimento, o pó, resina e tintas. Autodidata, reconhece que Arte se aprende e se ensina. Daí vem desenvolvendo oficinas de reciclagem em colégios das redes públicas municipais e estaduais, em Nossa Senhora do Socorro e Aracaju. Por três anos participou do Salão dos Novos expondo suas obras na Galeria de Arte Álvaro Santos (2009, 2010, 2011). "O abstrato também veio para modificar. É muito importante respeitar o artista e a obra que ele fez", comentou.

Completando a noite festiva, os presentes acompanharam a exposição de fotografias de Nailson Moura que tem conciliado há quatro anos o seu trabalho na Petrobras. Com fotos já publicadas em livros e revistas, a atividade que começou como hobby já lhe rendeu três exposições, duas coletivas e uma individual. Com um trabalho baseado em duas obras consagradas da literatura nacional, Vidas Secas, de Graciliano Ramos, e Os Sertões, de Euclides da Cunha, tem viajado com recursos próprios pelos sertões procurando registrar o homem, a terra e como ele sobrevive nesse meio.

Deputadas - Prestigiando o evento, a deputada Ana Lúcia destacou a iniciativa da Casa do Povo. "Essa é uma das ações mais importantes da Assembleia Legislativa. Esse poder transformou o seu espaço de acolhimento, de recepção da população em um espaço de cultura e arte. Foi uma brilhante ideia que tem como Curadora a poetiza, jornalista, médica Ilma Fontes, que é esse gênio da mulher sergipana que, mês a mês, promove esse encontro da arte com a sociedade sergipana".

Por sua vez, a deputada Maria Mendonça disse que "esse é um espaço privilegiado para todos os sergipanos. A Casa do Povo é aqui e a comunidade tem que usufruir mesmo. Aqui nós temos trabalhos na música, na pintura, na fotografia, onde cada artista expressa sua capacidade criativa, colocando sua alma nos projetos. E todos aqueles que são adeptos, que estão admiradores e querem participar de uma forma mais permanente, sente que esse é um espaço muito bom. Recebemos os mais diversos artistas e aplaudimos todos eles, que trabalham pelo engrandecimento do nosso Estado".

Com informações da Agência Alese

foto: Maria Odília


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